Jovens arqueologos em acção no roteiro por Campo Maior

O grupo dos jovens arqueologos é formado pelo Daniel Monteiro, o António Nanita e o Luis Timoteo que convidaram a avó do António para nos acompanhar num percurso de descoberta pela Concelho arqueológico. Procurámos o melhor roteiro, os melhores pontos para visitar e aliámos os mesmos ao fim de semana internacional de observação de aves. foi uma jornada muito interessante e rica em descobertas. Iniciámos o percurso na Zona de São Pedro à saída de Campo Maior onde a avó do António nos explicou o que está no sub solo desta zona de Campo Maior. A avó do António participou nas escavações realizadas em Campo Maior pelo que é conhecedora da realidade arqueologica de Campo Maior. Aqui observámos a capela de São Pedro e a zona onde estão enterradas as termas e o semitério. Seguimos pelo caminho até à Barragem do Muro, imponente estrutura de armazenamento de água romano que abastecia a zona de São Pedro Local importante de passagem entre Mérida (Hemerita Augusta) e Évora (eborae). Depois de uma visita neste local a viagem seguiu pelo monte D´Castro em direcção ao MOnte do Salvador onde após a travessia do Xêvora parámos na zona das ruinas. Esta era uma zona de habitação com belos mosaicos no pavimento ainda bem ocnservados pelo trabalho técnico ai realizado. o Grupo observou com cuidado para não danificar nada. partimos depois na descoberta da Raia, pelo caminho que liga o Monte do Salvador e Monte do Baldio com regresso ao Santuário de Nossa Senhora da Enxara. Foi neste caminho que fomos surpreendidos por dois imponentes Abutres Negros (Aegypius monachus) que atacavam um lebre em pleno caminho. Foi um momento único que serviu para explicar as leis da natureza às crianças presentes. Não é todo o dia que temos a oportunidade de assistir à luta pela sobrevivência selvagem, onde os mais fortes sobrevivem numa lógica de cadeia alimentar. A nossa presença acabou por fazer levantar os abutres que acabaram por voltar e terminar o banquete. Estes animais são necrofagos (comem carne morta) no entanto em caso de poucos recursos alimentares, atacam pequenas presas para satisfazer as necessidades alimentares. Este foi um raro caso que tivemos oportunidade de observar. Depois deste momento a nossa equipa seguiu para observar a Ponte Romana do Rio Xêvora onde descobrimos que o Rio Mudou de curso e que foi uma importante via Romana a que por ali passava. Parámos depois no Centro Ambiental do Xêvora gerido pelo GEDA onde comemos o lanche e brincámos um pouco. A nossa aventura terminou pelas 12.30 h do dia 3 de Outubro de 2009.

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